Não sei se posso me considerar uma adolescente, afinal de contas já estou quase na casa dos 20, ainda faltam alguns anos, mas do modo como eles voam, parece que só faltam dias.
Como toda moça, chega uma hora que começamos a nos apaixonar perdidamente por idiotas ou pessoas que sabemos que jamais conheceremos ou que vimos apenas por um breve relance.
Gostaria de ter me apaixonado por um idiota, acho que seria mais fácil, na verdade fui com umas amigas em um restaurante super bacana e acabei me apaixonando pelo garçom. O mais incrível, ele nem estava atendendo a nossa mesa. Foi algo bem cômico, estava ali sentada comendo batata frita com queijo e conversando, super feliz de estar ali com minhas amigas, então começamos a olhar em nossa volta para encontrarmos “alvos” com potencial de ser admirados. Foi quando eu o vi.
Que criatura mais linda era aquela? Eu estava sonhando? Ele não podia ser real!
Sempre gostei de rapazes certinhos, com cara de “nerds”, mas aquele que eu olhava com tanta paixão era totalmente o oposto. Um loiro alto, tatuado, com alargador e com um belo par de olhos verdes. E que camiseta mais sexy era aquela? Que deixava o corpo dele com tantas curvas e os braços tão musculosos.
Eu só sei que a partir daquele momento não consegui mais parar de pensar nele.
Nem tive a chance de falar com ele, mas ainda o vejo passar por mim como se fosse ontem, ainda sinto a presença dele, ainda penso no sorriso irresistível que tanto me chamou atenção.
Engraçado como sempre entro de cabeça em amores platônicos, chega a ser interessante a nossa atração por pessoas que mal conhecemos e que sabemos que nunca chegaremos a conhecer.
Queria tanto fazer parte da vida daquele cara que mal sei o nome, mas tenho uma leve impressão de que não o verei novamente. Isso está acabando comigo.
Sempre acreditei em amor a primeira vista, mas tem alguns que chegam a ser tão ridículos que não dá para acreditar, como o meu.
Estou tentando entender até agora o que me cativou tanto naquele homem. É uma dura realidade, como diz um amigo: Mulheres...
Somos tão complicadas, principalmente na arte de amar.
É grotesca a nossa obsessão pelo amor, às vezes acho que não deveríamos sentir a dor de amar ou a paixão. Mas olhando de um aspecto físico é correto dizer que adoramos sofrer.
Gostamos de nos imaginar no imaginário e são poucas que se imaginam em algo concreto.
A vontade de achar o homem perfeito é tanta que acabamos gostando do cara errado só para idealizar como seria com ele ao invés de nos arriscarmos em algo real.